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POUCA INFORMAÇÃO
Após 21 meses, desastre que matou empresário pode ficar sem explicação

Cenipa ainda investiga queda de avião de Luís Fernando da Lomy, mas o que sobrou prejudica conclusão

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Passados pouco mais de 21 meses, o desastre aéreo que tirou a vida do empresário araçatubense Luís Fernando de Arruda Ramos, de 47 anos, e do piloto Fábio Pinho, 37 anos, ocorrido em uma fazenda no município de Coxim (MS) em 28 de maio de 2017, pode ficar sem explicação sobre o que de fato ocorreu naquele dia para a queda da aeronave em quem a dupla viajava.

 

O fato de o fogo ter consumido a fuselagem do avião Piper Arircraft, modelo PA-34-220T, logo após a queda, prejudica o processo de investigação sobre a causa do acidente. Desde a data da fatalidade, o Sipaer (Sistema de Investigação e prevenção de Acidentes Aeronáuticos) disponibiliza em seu painel de sinistros aéreos na internet escassas informações sobre o acidente.

 

O que o órgão da Aeronáutica, ligado diretamente ao Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes aeronáuticos), informa é apenas que o avião em que viajava Luís Fernando – na época dono da Lomy Engenharia, uma das principais construtoras de Araçatuba que acabou sendo vendida pelos herdeiros na última semana – colidiu contra duas árvores em uma área de pastagem e que pegou fogo, vindo o empresário e o piloto a óbito por conta de lesões fatais.

 

No dia da tragédia, um domingo, empresário e piloto iniciaram viagem por volta das 9h30 (10h30 conforme o horário de Brasília), saindo de uma fazenda de Luís Fernando no Mato Grosso. A intenção de ambos era chegar a Araçatuba em tempo de almoçar com familiares, mas razões que até hoje seguem sem explicações fizeram com que a aeronave caísse em uma pastagem da fazenda Seriema, a 25 quilômetros de Coxim, no Mato Grosso do Sul.

O Corpo de Bombeiros da cidade onde ocorreu a tragédia foi acionado por moradores da região às 11h47. Quando chegaram ao local do acidente, encontraram destroços da aeronave em chamas e seus passageiros já sem vida.

A aeronave em questão, um bimotor fabricado em 1997 e com capacidade para dois tripulantes e quatro passageiros, estava apta para voar, de acordo com certificado de aeronavegabilidade com data de validade até 20 de julho 2017. A manutenção também estava em ordem e inspeção anual mecânica com prazo de vencimento em 30 de março de 2018, conforme a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

Na ocasião, a morte repentina do empresário e seu piloto causaram comoção na cidade. Luís Fernando havia se candidatado ao cargo de prefeito nas eleições de 2016. Era sua primeira participação em um pleito eleitoral, do qual saiu derrotado para o atual prefeito de Araçatuba. Sua vontade, caso um dia viesse a ser eleito, era trabalhar para fazer o melhor para a cidade onde estruturou uma das principais construtoras do Brasil.

Formado em engenharia civil, Luís Fernando, nascido em 1970, era filho de Antônio Ramos e Olga de Arruda Santa Ramos. Casado com Rogéria Souza Ramos, e tinha dois filhos. O piloto Fábio Pinho, nascido em 1980, era casado com Rebeca Alves de Lima Pinho e também pai de dois filhos.

Sobre o fato de o acidente estar prestes a completar dois anos sem uma resposta, o Cenipa, centro que atua na apuração do corrido, não trabalha com tempo determinado para concluir sua investigação. A complexidade do caso contribui para a demora nas apurações e dificultam uma conclusão precisa do que realmente aconteceu.


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