JUSTIÇA
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CRIME BRUTAL
Assassino de Paola Bulgarelli vai a júri popular no dia 9 de outubro

Justiça remarca julgamento após exames indicarem que 'Miojo' não tem problemas mentais

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O juiz criminal Henrique de Castilho Jacinto, da 1ª Vara das Execuções Criminais e Anexo do Júri de Araçatuba, marcou para o dia 9 de outubro, com início 9h, o julgamento de de José Emerson de Barros Lins, o Miojo, assassino confesso da jovem Paola Bulgarelli, em junho de 2015, em Araçatuba.

O agendamento do júri se dá após o acusado passar por exame de sanidade mental, no mês de maio, e especialistas indicarem que ele não tem problemas mentais. O julgamento de Miojo foi marcado, inicialmente, para 5 de dezembro e adiado para 6 de janeiro. Depois foi cancelado a pedido de sua defesa, para que fosse submetido a análise de sanidade psiquiátrica.

A defesa de Miojo alegou que existem no processo indícios de que ele é inimputável. “Isto é, incapaz de, no momento da ação, entender o caráter ilícito de sua ação ou de determinar-se de acordo com esse entendimento”, o que não ficou comprovado nos exames aos quais foi submetido.

O CASO PAOLA

José Émerson de Barros Lins é acusado dos crimes de estupro; homicídio duplamente qualificado – mediante dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima; ocultação de cadáver e furto simples, contra Paola Bolgarelli, 20 anos, assassinada em 5 de junho de 2015. A pena prevista para os atos criminosos corresponde a 47 anos.

O assassinato da jovem chocou a cidade e a região, provocando forte comoção popular. Lins foi acusado pelo promotor Adelmo Pinho, com base em inquérito da Polícia Civil e no colhimento de provas. O corpo de Paola foi encontrado no dia 12 de junho daquele ano, exatamente uma semana após sua morte, boiando em um trecho do Ribeirão Baguaçu, próximo ao local onde foi assassinada. O autor confesso foi detido dois dias depois, em Castilho, para onde fugiu e se escondeu na casa de parentes.

DETALHES DO CRIME

Em seu interrogatório, o réu, mesmo demonstrando arrependimento, com riqueza de detalhes, confessou o homicídio descrito na denúncia, além do estupro e ocultação de cadáver. Sobre o furto do celular da vítima, disse que pegou para tentar se ocultar do assassinato, não tendo a intenção de cometer crime patrimonial.

Réu e vítima se conheciam do bairro Alvorada. A vítima saiu de sua residência, situada na rua Conselheiro Crispiniano, dirigindo-se ao seu local de trabalho, uma lanchonete na avenida Brasília. Ambos se encontraram na ponte sobre o ribeirão e, predisposto a estuprar a vítima, o réu mentiu para ela, dizendo que pretendia lhe mostrar uma cobra sucuri que tinha sido morta nas proximidades.

Acreditando na versão do réu, Paola o acompanhou até uma mata, a cerca de 50 metros da chamada “Ponte da Vergonha”, pois ela pretendia tirar fotos da sucuri. Chegando ao local, a vítima foi agarrada pelo pescoço, sem qualquer chance de defesa, sendo jogada ao chão, onde foi obrigada a tirar o tênis, a calça jeans e a calcinha para manter relação sexual não consentida.

Antes de ser violentada sexualmente, Paola implorou para o réu que poderia fazer o que quisesse com ela, desde que não a matasse. Dizendo-se armado com uma faca, Lins manteve conjunção carnal com a vítima por cerca de 30 minutos, até ejacular. Após o estupro, ele arrastou Paola por alguns metros e, com um pedaço de pau, desferiu um forte golpe contra a cabeça, na testa.

Quando ela se virou, o réu lhe aplicou outro golpe com o mesmo pedaço de pau, na parte detrás da cabeça, e após alguns minutos, o decidiu ocultar o corpo de Paola, mesmo sem saber se estava ainda viva ou já morta, jogando-a nas águas do ribeirão Baguaçu, assim como o pedaço de pau e as vestes da moça. Por fim, subtraiu o aparelho celular, fugindo do local.


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