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Black Mirror: uma série sobre tecnologia e relações humanas

Cristiano Bezerra fala da expectativa sobre a nova temporada que acaba de chegar à Netflix

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Acompanhar uma série não linear, sem uma história única a ser contada, é interessante somente se ela a cada episódio conseguir surpreender e agradar seus espectadores, fazendo-os se interessar pela próxima história a ser contada. Pensando desta forma, Black Mirror se supera a cada temporada, a cada episódio.

Este mês, chegou na Netflix sua tão aguardada 5ª Temporada. Para os incautos, Black Mirror é uma série antagônica que nos apresenta as facetas impensadas que a evolução tecnologia pode ter sobre o homem, socialmente e até mesmo espiritualmente falando.

Já nos brindou com episódios fantásticos onde nos leva a uma profunda reflexão sobre aquilo que está nos sendo apresentado, fazendo-nos comparar diretamente com nosso dia a dia, e nos surpreendendo com nossas conclusões.

Black Mirror não se importa em ser impactante, quer chocar e assim alcançar seus objetivos que entre eles, como disse, é nos levar a refletir sobre os rumos que estamos tomando. Entre seus melhores episódios seria impossível deixar de citar White Christimas, da segunda temporada, com suas tecnologias para vida social das pessoas e como decisões "virtuais" têm seu efeito na realidade que vivemos.

Há também Nosedive, o episódio mais realista de Black Mirror, onde nos mostra o absurdo que a dependência das redes sociais pode nos levar, também entre os melhores estão: USS Callister e Shut Up And Dance, este o mais surpreendente de todos os episódios da série fazendo o telespectador mudar radicalmente sua opinião em poucos momentos.

Estamos falando da série que em sua estreia o episódio, The National Anthem simplesmente chocante original e espetacular, fazendo a todos pensar o quão viciante e viciados estamos nas tecnologias que nos sãos apresentados.

Agora com a estreia da 5ª temporada, que estava sendo bem aguardada, temos um primeiro episódio gravado no Brasil, em São Paulo especificadamente, o que por si só já torna o episódio prazeroso de se ver e identificar as locações utilizadas, fora isso, o episódio Striking Vipers, é simplesmente um soco no estômago do preconceito, nos apresentando uma ideia já elaborada em séries como Altered Carbon, WestWorld e no recente filme Jogador Nº 1, de Spielberg. A liberdade, anonimato, fuga e fantasias que algumas tecnologias tendem a nos proporcionar, e como estas podem nos influenciar.

Claro que o roteiro do episódio leva tudo às últimas consequências, justamente para chocar e nos fazer refletir, e é isso que torna Black Mirror um primor. Uma série que não deve deixar de ser vista por ninguém que goste de um bom material e que faça pensar sobre aquilo que se acaba de ver e como isso nos transforma.

Obviamente por se tratar de assuntos referentes às relações adultas, Black Mirror não é indicada para menores. Já está disponível para ser vista na grade da Netflix, e espero que se surpreendam e gostem tanto quanto eu.


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