Boas Novas e Ótimas Vidas Musicais a Todos!
O Acorde da Cidadania e o Desafino do Poder
Caminho pelas ruas observando o ritmo da cidade e o desabrochar da Primavera. A vida urbana tem sua própria pulsação, uma sinfonia cotidiana onde cada passo marca o tempo de nossas escolhas. Mas, ao nos aproximarmos do período eleitoral, percebo um ruído estridente que destoa da nossa verdadeira harmonia social. Entre o som da esperança e o barulho das promessas repetidas, a democracia brasileira parece tocar uma partitura marcada por graves desafinos.
A eleição é o momento em que a população assume a regência do próprio destino. Depositar o voto na urna não é apenas um ato burocrático, mas o exercício supremo de responsabilidade cidadã. Somos nós que escolhemos os intérpretes das nossas leis e das diretrizes públicas. Quando nos deixamos levar pelo desinteresse, pela venda de votos ou pela simples busca por vantagens imediatas, entregamos o batuta a quem não tem compromisso com a melodia coletiva. A soberania popular exige discernimento, informação e a consciência de que cada escolha traz consequências diretas para a comunidade.
Na outra ponta da bancada, a responsabilidade dos eleitos deveria soar como um pacto sagrado. Governar é corresponder às necessidades prioritárias do povo: saúde digna, educação de excelência, segurança e um ambiente econômico favorável ao desenvolvimento do país e à qualidade de vida. No entanto, o que assistimos repetidamente é um espetáculo de desencontros. O cenário político nacional tem sido manchado por sucessivos escândalos de corrupção, enquanto prioridades básicas permanecem negligenciadas.
Assistimos também a uma polarização desgastante entre militâncias inflexíveis. Em vez de debates construtivos focados em soluções reais, prevalece a dicotômica guerra de narrativas, na qual a ideologia se torna mais importante do que a eficiência. Promessas mirabolantes são cantadas em tom triunfal durante as campanhas, para logo depois se desmancharem diante da realidade dos benefícios e privilégios que blindam e brindam a classe política. Esse abismo entre o texto constitucional — que prega a igualdade e os direitos fundamentais — e a prática diária, fere frontalmente a Carta Magna e degrada a reputação do Brasil.
Diante desse arranjo desarmônico de escândalos, retórica vazia e privilégios injustificáveis, somos levados a um ponto de reflexão inevitável e profundo.
Afinal, em meio a tantas ilusões de panteão e discursos inflamados, o que é genuinamente verdadeiro, e o que devemos defender e acreditar como a real possibilidade de restaurar a qualidade de vida, a dignidade institucional e o gigantesco potencial de nossa nação?
E que Assim Seja. Amém. Nam-myoho-renge-kyo. Glória. Axé. Saravá. Aleluia. Shalom. Namastê
A seleção musical indicada abaixo, constrói um mosaico vibrante que atravessa fronteiras de gêneros, épocas e linguagens. O alicerce lúdico do universo infantil dialoga de forma surpreendentemente fluida com a atitude contestadora do rock e a elegância melódica do pop internacional. Mais do que uma simples sequência de faixas, o conjunto celebra a liberdade criativa, mostrando que a boa música reside justamente na beleza dos encontros e no contraste entre a tradição, a ousadia e a pura imaginação. Clique abaixo nos links.
Saúde, Sabedoria, Atenção, Direitos, Deveres e Bênçãos.
Divirta-se !!! Abraços Fraternos e Musicais
Canções, Compositores, Cantores e Bandas______________
Tetê Espíndola e Arrigo Barnabé - Pô Amar é Importante!
Itamar Assumpção - "Milágrimas" / "Mulher segundo meu Pai"
Tears for Fears - Sowing the Seeds of Love
Marcio Kadá, é servidor técnico administrativo na função de cirurgião dentista no CAOE (Centrinho) da Unesp e músico.
(Esta coluna é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo de comunicação)







