POLÍTICA
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MERECE INVESTIGAÇÃO
DENÚNCIA: 'Lentes de mutirões de catarata em Araçatuba não prestam'

Parlamentar diz que Prefeitura não especifica qualidade e contratados usam materiais que valem R$ 50

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O vereador Antônio Edwaldo Dunga Costa (DEM) denunciou na sessão da Câmara, desta segunda-feira (02), que mutirões para cirurgias de cataratas realizados na cidade estão colocando em pacientes com dificuldades de visão ou que não enxergam “lentes que não prestam”.

A denúncia do parlamentar se deu durante apreciação de um requerimento de informação apresentado pelo também vereador Carlinhos Santana (Solidariedade), sobre contrato firmado em 2018 entre a Prefeitura de Araçatuba e o Hospital Central para a realização de procedimentos oftalmológicos.

Ao denunciar a má qualidade de material usado em cirurgias custeadas pela Prefeitura, Dunga culpou a administração municipal por não prever, em edital de licitação, o uso de lentes que são colocadas em pacientes, por meio de procedimentos cirúrgicos.

De acordo com o parlamentar, o SUS (Sistema Único de Saúde) paga ao município, para cada cirurgia realizada, cerca de R$ 1.250,00. No entanto, pelo fato de a Prefeitura não especificar a qualidade do material que deve ser usada nos pacientes, são colocadas lentes que custam em média R$ 50,00 e que não resolvem os problemas de visão dos operados.

Dunga diz que uma lente de boa qualidade custa, em média, R$ 180,00. Segundo ele, por conta da qualidade ruim do material utilizado, em pouco tempo os pacientes são obrigados a retornar aos serviços públicos de saúde para serem submetidos a tratamentos por laser, geralmente a cada três meses, para terem condições de enxergar.

O vereador foi além e disse em plenário que já tentou por diversas vezes conversar sobre o assunto com a secretária de Saúde, Carmem Silvia Guariente. No entanto, ela afirma que a cada pedido de reunião recebe a notícia de que ela está viajando.

No requerimento do vereador Carlinhos, que serviu de base para a denúncia de Dunga, o parlamentar questiona a Prefeitura sobre a quantidade de procedimentos oftalmológicos realizados por meio do contrato firmado com o Hospital Central; a fila de espera de pacientes para tratamento; quanto tempo em média cada pessoa tem que aguardar; quantos atendimentos são feitos por mês e qual a previsão para esgotar a demanda no município.

O questionamento foi aprovado sem que nenhum parlamentar tomasse a palavra para fazer a defesa da administração municipal, em especial sobre os fatos denunciados por Dunga. Líder de governo na Câmara, o vereador Jaime José da Silva (PTB) ficou em silêncio.


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