POLÍCIA E JUSTIÇA
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CRIMINALIDADE
Júri condena a 12 anos de prisão réu que matou 'inimigo' com 3 tiros

Julgamento ocorreu nesta quarta-feira; acusado já estava preso desde 2011, quando crime ocorreu

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A Justiça de Araçatuba condenou a 12 anos de prisão em regime fechado, José Gaspari Gonçalves, 29 anos, pelo assassinato a tiros, em 16 de abril de 2011, de Júlio César da Silva Pereira. O réu foi condenado em júri popular realizado nesta quarta-feira.

De acordo com o promotor criminal Adelmo Pinho, o réu já estava preso e assim permanecerá até o cumprimento da sentença proferida pelo juiz Henrique Castilho Jacinto. A promotoria não deverá recorrer da decisão por considerar adequada a pena imposta pela Justiça. Já a defesa do réu poderá apelar da decisão.

O crime ocorreu em questão ocorreu na rua Jales, bairro Nossa Senhora Aparecida. Se condenado, o réu pode pegar cerca de 20 anos de prisão em regime fechado. De acordo com denúncia do Ministério Público, por volta das 23h20 da data do crime, o acusado efetuou sete disparos de arma de fogo contra a vítima, sendo que três a acertaram. O réu cometeu o homicídio após fazer ameaça contra seu desafeto.

Conforme apurou a Polícia Civil em inquérito, na data do fato, que a vítima estava na frente de um bar, o denunciado interceptou a trajetória dele e o ameaçou, dizendo: “com você não é nem mais ideia, agora é guerra”, evadindo-se em seguida. Posteriormente, quando a vítima já estava em sua residência, o indiciado para lá se dirigiu, utilizando uma bicicleta e vestindo uma blusa de moletom de cor cinza, com capuz e bolsos na frente.

Ao avistar a vítima sentada em frente ao imóvel, o denunciado parou a bicicleta, apontou o revólver, calibre 38 e desferiu sete tiros em direção a Júlio César, dos quais três o acertou. A vítima foi atingida na região da clavícula esquerda, face posterior da mão esquerda e face anterior da coxa esquerda, provocando-lhe ferimentos descritos no laudo de exame necroscópico, causa efetiva de sua morte, em consequência de hemorragia interna aguda.

Após os disparos, o denunciado fugiu rapidamente do local, utilizando a bicicleta em que estava. Posteriormente, no dia 25 de fevereiro de 2012, o indiciado foi preso em flagrante delito pela prática de porte ilegal de arma de fogo. Realizado exame de confronto balístico, concluiu-se que os quatro projéteis que atingiram a residência da vítima foram disparados pelo revólver apreendido em poder do denunciado.

O assassinato, segundo denúncia do promotor criminal Adelmo Pinho, foi motivado pela futilidade, pois José matou Júlio Cesar pelo fato de a vítima procurar Alessandra, então namorada do indiciado, com suspeitas de que seria o pai biológico do filho dela.


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