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SEM AUTORIZAÇÃO
Pai desmente campanha em massa via Facebook para tratamento da filha

Helena, de 8 anos, teve perna amputada e está internada desde 14 de dezembro, após sofrer acidente

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Não bastasse a dor de uma tragédia que tirou a vida de mãe, filha e avô, familiares da pequena Helena Machado Carvalho, 8 anos, única sobrevivente do carro que se envolveu em um grave acidente com duas caminhonetes na rodovia Elyeser Montenegro Magalhães (SP-463) e que está internada desde 14 de dezembro na Santa Casa de Araçatuba, onde precisou ter uma das pernas amputadas e luta para não perder a outra por conta de infecção, estão tendo que lidar com um outro dissabor: uma campanha não autorizada que se espalhou por redes sociais pedindo ajuda em dinheiro para o tratamento da menina.

Nesta quinta-feira (24), o pai de Helena, o motorista autônomo José Aparecido Carvalho, disso ao site Araçatuba e Região que, após a tragédia ocorrida no final do ano passado, onde perdeu a filha mais velha, Isadora Carlhos; a ex-mulher Maria Cristina Machado, 41 anos; e o ex-sogro, Antônio Machado, 69 anos, amigos de Santo Antônio do Aracanguá se solidaram com a situação e iniciaram, por conta própria, uma mobilização por meio do Whatsapp, com a finalidade de ajudá-lo. Porém, não era para o assunto ter se espalhado.

“Nós somos humildes, eu trabalho com o transporte de estudante, e agradecemos esse apoio dos amigos. Mas era um assunto que vinha sendo tratado de forma reservada, num grupo do Whatsapp. Só que vazou e foi parar no Facebook”, explica. “Toda ajuda que recebemos foi bem-vinda, mas não fomos às redes sociais pedir dinheiro. De forma alguma, estamos lutando com o que temos e com o que estamos conseguindo dos serviços públicos e de pessoas próximas que se solidarizaram com a gente”.

Zezinho, como é chamado o pai de Helena, se disse constrangido ao ver seus dados bancários expostos em redes sociais com pedido de ajuda financeira. “Em nenhum momento nós, da família, autorizamos que isso se espalhasse. Até porque, isso pode colocar os familiares numa situação complicada, como se estivessem se aproveitando da situação. O que não é verdade”, explica.

O pai de Helena disse que a família tem enfrentado as dificuldades e que tem se revezado para acompanhar a menina no hospital. Ela tem uma tia, que é enfermeira da Santa Casa, que a acompanha frequentemente e que os demais parecentes vão se alternando.

RISCO DE PERDER OUTRA PERNA

A situação de Helena, de acordo com Zezinho, exige muitos cuidados e ela ainda tem um risco grande de ter a perna esquerda também amputada, por conta de infecção. Além de uma carga de antibióticos e outros medicamentos que recebe diariamente, a menina está sendo submetida a sessões de câmara hiperbárica – método em que o paciente é submetido a uma pressão até três vezes que a atmosférica ao nível do mar, respirando oxigênio 100% –, que tem ajudado a controlar o avanço da infecção.

“Estamos todos lutando. O risco de nova amputação ainda é grande porque a helena perdeu moita massa muscular e tecido no acidente. E isso causa uma espécie de necrose que gera infecção. Esta sessões hiperbáricas tem ajudado a controlar a infecção, que foi o principal problema que levou à amputação da perna direita”, explica.

Cada sessão hiperbárica custa R$ 400,00 e é feita em uma clínica fora da Santa Casa de Araçatuba, onde Helena está internada. Para fazer a locomoção da menina, a Prefeitura de Santo Antônio do Aracanguá disponibilizou uma ambulância que a pega no hospital, leva para o tratamento e a transporta de volta.

“Somos muito agradecidos a estas ajudas que estamos recebendo, como no transporte e até no custeio do tratamento. Mas o que quero deixar claro é que não estamos pedindo dinheiro, de forma desesperada, para isso. Até porque, temos receios destas campanhas que se alastram, pois é a imagem da minha filha que está sendo exposta e informações pessoais que podem ser usadas de forma maldosa”, diz o pai. “Reitero a nossa gratidão, mas peço para que as pessoas desconsiderem tudo que tem se alastrado pelas redes sociais. Infelizmente, uma questão que estava sendo tratada em um grupo reservado acabou se espalhando sem o consentimento de nós familiares”.


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