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SAÚDE PÚBLICA
Professor estuda relação da obesidade visceral com perda de dentes

Responsável pela unidade curricular do curso de Medicina do UniSALESIANO fez mestrado na Unesp

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O médico endocrinologista Ângelo César Jacomossi defendeu, no último dia 02, sua dissertação de mestrado, cujo título foi “A inter-relação de mulheres com obesidade visceral, obesidade glúteo-femoral e doença periodontal”.

Coordenador da Unidade Curricular IESC (Interação em Ensino e Saúde na Comunidade) e responsável pela Unidade Curricular 10 – Sistema Endócrino, no curso de Medicina do UniSALESIANO, Jacomossi fez o mestrado no Laboratório de Ciências Fisiológicas da Faculdade de Odontologia da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Araçatuba.

O objetivo do estudo do médico foi avaliar a função do papel da gordura visceral na saúde bucal. “Conseguimos mostrar que a gordura visceral, a gordura intra-abdominal, é uma gordura que tem um caráter inflamatório e nocivo. Leva a várias doenças, dentre elas, a perda dentária por periodontite mais grave”, ressaltou.

Segundo Jacomossi, o conteúdo do trabalho será apresentado no Congresso Brasileiro de Endocrinologia, no mês de outubro deste ano, em Natal (RN). Também será submetido à publicação pela Journal Of Periodontology, uma revista reconhecida na área da Odontologia.

O próximo passo do trabalho do endocrinologista, ainda dentro da linha de estudo da obesidade visceral – que é uma forma mais grave, ocasionando diabetes, doenças cardiovasculares e até câncer – é avaliar se alimentos ultraprocessados modificam o microbioma intestinal. “O ser humano possui uma diversidade de bactérias no intestino que são protetoras do metabolismo. Vamos estudar se os alimentos ultraprocessados causam a diminuição desse microbioma, dando abertura para inflamação sistêmica”, explicou.

O estudo será feito com duas populações: a que se alimenta frequentemente com alimentos carregados de sal, açúcar e gordura, e a que vive com produtos naturais, principalmente os moradores da zona rural.

“A ideia é comparar essas duas populações e avaliar a flora bacteriana de cada uma para ver se tem diferença, é provável que isso exista. E o efeito dessa flora bacteriana modificada pelos alimentos ultraprocessados sobre o nosso corpo, nosso metabolismo e no aparecimento de doenças com o passar do tempo”, concluiu.


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