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LUTA CONTRA COVID-19
SANTA CASA TEM SÓ 9 UTIs DE ADULTOS PARA 800 MIL E CORONAVÍRUS

Para receber pacientes com doenças graves, em especial nvo vírus, hospital precisa de 200 leitos

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Com o avanço do coronavírus pelo país, as instituições hospitalares se preparam para o enfrentamento da pandemia que assusta a grande maioria da população. Com isso, informações que vêm a público mostram o tamanho da necessidade das unidades de saúde para receber pacientes caso sejam contagiados e apresentem os sintomas mais graves da doença, a Covid-19.

Como sede de Região, Araçatuba tem como principal hospital a Santa Casa, instituição filantrópica que presta atendimento a uma população estimada em 800 mil habitantes distribuídos por 40 cidades do Noroeste do Estado de São Paulo. E para atender à demanda de casos graves, a unidade de saúde possui hoje uma estrutura com apenas 60 UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) sendo, a partir desta semana, apenas 19 leitos destinados ao público adulto, que mais está sendo vitimado pelo novo coronavírus.

A distribuição de leitos de UTI na estrutura do hospital mostra quão preocupante é a situação dos profissionais que na Santa Casa de Araçatuba tanto lutam para salvar vidas uma vez que, apenas com relação à Covid-19, os números de doentes divulgados diariamente pelo Ministério da Saúde só aumentam. Assim como a quantidade de mortos.

De acordo com levantamento feito pela direção da Santa Casa de Araçatuba, para atender às 40 cidades da região, o hospital precisaria ter, no mínimo, uma estrutura com 200 leitos estruturados para pacientes que apresentam quadros de alta complexidade.

No caso de doentes da Covid-19, essas duas centenas deveriam ser equipadas com equipamentos essenciais à vida, como respiradores mecânicos e monitores cardíacos. Instrumentos que salvam vidas e que não existem na atualidade na Santa Casa da maior cidade da região.

VAGAS EM UTI

De acordo com a assessoria de imprensa da Santa Casa de Araçatuba, o hospital tinha em funcionamento até sexta-feira (27), apenas 9 UTIs para atender pacientes adultos com diversificados problemas de saúde.

Estas unidades de terapia intensiva estavam funcionando provisoriamente no Hospital do Rim, anexo à estrutura da Santa Casa, em decorrência de um reforma que foi necessária ser executar nas instalações originais. Medida que foi agilizada e deve ser concluída esta semana.

“Com isso, a Santa Casa de Araçatuba passará a dispor de 19 leitos de UTI geral para adultos. O hospital possui também UTI Neonatal e Pediátrica; UTI Coronariana e Unidade de Enfermaria Semi-Intensiva, além de leitos de emergência extrema, que somados aos demais totalizam 60 leitos para cuidado intensivo”, diz a assessoria de imprensa do Hospital.

VAGAS PARA EXPLOSÃO DE CASOS DE COVID-19

De acordo com estimativa da Direção Clínica da Santa Casa de Araçatuba, para atender pacientes dos 40 municípios para os quais a Santa Casa de Araçatuba é referência em alta complexidade, seriam necessários 200 leitos. Como forma de remediar e dependência de estrutura, o hospital já contratando mais colaboradores para o setor de higienização e outras áreas de apoio à assistência de pacientes.

“O setor de isolamento, para onde geralmente são encaminhados pacientes com sintomas graves do novo coronavírus, está sendo ocupado neste momento para atendimento dos primeiros casos, pois não existe espaço para isolar todos os doentes”, diz a direção do hospital.

Embora a quantidade de leitos em isolamento do hospital tenha suprido as necessidades, as direções Clínica e a Administração estão reservando leitos através de medidas como a suspensão de cirurgias eletivas, exatamente para aumentar a oferta a um eventual aumento da demanda por coronavírus. Os leitos reservados poderão ser transformados em isolamentos emergenciais a qualquer momento.

FLEXIBILIDADE PARA ENFRENTAR A PANDEMIA

A diretoria da Santa Casa de Araçatuba criou, para o enfrentamento da pandemia de Covid-19 que atinte a região, o Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus, que é formado por médicos, profissionais de enfermagem, integrantes dos setores administrativos e de humanização, para implementar rapidamente soluções que a pandemia exigir a cada momento.

“O coronavírus exigiu várias mudanças no hospital, como por exemplo alteração dos fluxos de atendimento em todo o complexo hospitalar, reservas de leitos, treinamentos das equipes médicas, de enfermagem e de todos os setores de apoio à assistência aos pacientes”, explica.


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