Vão-se reis, santos, togados, borboletas e pescados. Ficam restos, mazelas e narrativas, em meio à tanta “cabeça erguida”.
Égide da aristocracia; pra maioria, estômago chia; no extremo da miséria, mulher, a “barriga” perdia; o chão secou, a planta não vingou; o povo (cidadão) sumiu e o público (espectador) surgiu.
Errante não é o bicho, a planta, a terra, o mar, quiçá o céu estrelado; errado é o pensar conformado; não acolher odes (amparado).
A palavra que sucede o verbo dantes tão louvada, cai em des (arranjo), des (afiando) arcanjos, numa terra ensanguentada. Segue o des (assemelhado) -semelhança profetizada - rumo à encruzilhada, ao encontro de tudo ou nada.
Fé e razão, é o que resta? Guerras, egoísmo ... há solução? E o caboclo do sertão, com fome, sede e suor na testa? A dor de não ter pra dar e matar o que lhe mata, leva ao des (acreditar).
O real é obscuro à cognição limitada; compreensão contestada; fé questionada; Niilismo é opção? Nova forma de oração?
Tragédia humana, inafastável caminhada; des (igualdade), des (umanizada); Igualdade, só de epitáfio; no epílogo, injusta jornada.
Adelmo Pinho é promotor de justiça em Araçatuba (SP), articulista, escritor e membro da Academia Araçatubense de Letras (ALL), autor da Coluna REFLEXÕES.
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