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CRIME CONTRA A SAÚDE PÚBLICA PREFEITO, VEREADORES E POLÍCIA: VAMOS TIRAR A BUNDA DA CADEIRA?

'Empresários', 'bolsonaristas', 'aproveitadores', alienados anunciam 'carreata do coronavírus'

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Você já escolheu qual parente próximo pode morrer por conta de uma eventual infecção pelo novo coronavírus, a Covid-19, doença que está levando a maior potência do mundo a gastar trilhões de dólares na tentativa de controlá-la e que, ainda assim, desde esta quinta-feira (26) tornou-se o novo epicentro mundial com maior número de infectados?

Pelo visto, os seguidores de uma ideologia política que derrete sob um discurso de que o país está quebrando em tempos em que a saúde deveria ser colocada à frente de qualquer outro valor, e que planejam para este sábado, em Araçatuba, uma carreata pedindo fim de quarentena, reabertura de comércios e afins já escolheram e, quiçá, já providenciaram caixões, covas e demais paramentos fúnebres para a despedida de seus “amados”.

Pois bem, tudo isso que está sendo planejado tem um só nome: crime. Precisamente, infração de medida sanitária preventiva. E até o momento, nenhuma autoridade governamental, policial, judicial, religiosa ou espírita levantou os glúteos da cadeira para tomar qualquer medida que possa impedir tamanha heresia.

Sair às ruas em carreata para pedir reabertura comercial, circulação de pessoa, ou que seja só para fazer graça e bater continência diante de uma estátua que tem servido de símbolo tosco para aqueles que defendem o tal do liberalismo e que demostram clara despreocupação com a vida do outro é, simplesmente, ter falta do que fazer.

Ah, as empresas estão quebrando e famílias inteiras vão passar fome, pais e mães vão ficar desempregados! Não vão. A partir do momento em que o governo decretou calamidade pública no país e ela foi aprovada pelo congresso, é obrigação de quem diz presidir o Brasil esgotar os cofres se preciso para salvar vidas.

Quem grita que seus empregados serão demitidos, deveriam pensar melhor quando os colocam para trabalhar sem equipamentos de segurança; sob ameaça psicológica para cumprimento de metas em vendas; sem plano de saúde; salário digno e milhares de outras questões que, agora, tantos fazem questão de defender com unhas e dentes.

Questões que são escondidas quando fiscais do trabalho batem a suas portas. Quando funcionários sofrem acidentes em pleno serviço ou recebem salários em atraso enquanto os patrões ostentam a vida boa nos famigerados ranchos da cidade, à beira do Tietê.

As autoridades que administram Araçatuba em todos os sentidos têm, por obrigação, tomar medidas que impeçam tal mobilização irresponsável. Tá na hora do senhor coronel da PM parar de ficar postando desafios matemáticos em redes sociais para forçar o raciocínio de seus seguidores e botar a tropa na rua para fazer valer a lei. Prender quem desobedecer ordens expressas em decretos municipais, estaduais e, principalmente, as orientações do Ministério da Saúde.

No caso do senhor prefeito Dilador Borges (PSDB), a hora é de tirar a bunda da cadeira. Sair de frente do computador, onde todo dia faz teleconferência com seus apaniguados, e ir onde for preciso para impedir que um grandioso crime contra a vida das pessoas seja cometido neste sábado.

Demais candidatos a prefeito nas eleições deste ano, como o ex-bicheiro, como ele mesmo diz ser, Cido Saraiva (MDB), deve fazer valer a posição de parlamentar mais votado nas eleições passadas e ir até os órgãos públicos para frear o crime que se aproxima.

O mesmo vale para o médico Filipe Fornari (Podemos), que diz querer governar a cidade. Na condição de profissional da saúde, ele deve dar exemplo e se virar nos trinta para também impedir tal escabrosidade.

E o Luizão do Pinheiros (PMN), vai fazer o quê? Ficar só na rede social dizendo que só está observando? Se é candidato, tem que também mexer as ancas. E assim deve acontecer com todos aqueles que vão pedir votos e mais votos dos Araçatubenses nas eleições deste ano.

A hora não é de brincar com a saúde de ninguém. Não haverá economia bem ou mal se não existir gente viva para voltar a consumir daqui a um, dois, três meses, ou seja lá por quanto tempo for necessário. Quebrados, nós brasileiros estamos não é de hoje. Tá na hora de o senso de realidade pesar nas decisões. Se é mesmo que nossas autoridades estão de fato preocupadas com o povo ou simplesmente com seus gordos salários.


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