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CRIMINALIDADE PRESO DE MIRANDÓPOLIS PEDE AO STF SOLTURA IGUAL À DADA A ANDRÉ DO RAP

Gilcimar de Abreu é membro do PCC e quer mesmo benefício dado pelo ministro Marco Aurélio

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Preso na Penitenciária 2 de Mirandópolis por tráfico e associação para o tráfico internacional de drogas, o detento Gilcimar de Abreu, de 35 anos, pediu ao ministro Marco Aurélio Mello, no fim de semana, que seja solto com base nos argumentos que levaram às ruas, pelas mãos do magistrado, o detento André do Rap, um dos líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital), facção criminosa que atua no Brasil e também fora do país.

Gilcimar, assim como André Oliveira Macedo, o André do Rap, é integrante da mesma facção criminosa. A advogada dele, Ronilce Maciel de Oliveira, em petição protocolada e endereçada a Marco Aurélio, alega que seu cliente se encontra nas mesmas condições que o traficante solto pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal).

No caso, a defesa de Gilcimar alega que, da mesma forma que André do Rap, perigoso traficante internacional de drogas, seu cliente não teve prisão preventiva renovada no prazo máximo de 90 dias, conforme estabelece legislação nacional anticrime vigente no Brasil.

Foi com base nisso, alegando descumprimento a essa legislação por parte do Ministério Público e mesmo instâncias inferiores da Justiça que o representante da Suprema Corte decidiu, no sábado, colocar nas ruas um dos principais traficantes do país.

Ao deixar a penitenciária de Presidente Venceslau, na manhã do último sábado (10), advogados do traficante alegaram que ele permaneceria à disposição da Justiça em dois endereços nas cidades de Santos e Guarujá. No entanto, autoridades de Segurança do Estado de São Paulo, que monitoraram o criminoso, constataram que ele se dirigiu à cidade de Maringá, no Paraná, onde se encontrava um avião à sua disposição. As suspeitas são de que André do Rap tenha fugido para o Paraguai ou Bolívia.

Ainda no sábado, horas após a soltura autorizada pelo ministro Marco Aurélio Mello, o presidente do STF, Luiz Fux, chegou a acatar um pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) e revogar liminar que havia colocado nas ruas o integrante do PCC. No entanto, ele já estava longe do alcance da polícia, que até o momento desconhece seu paradeiro.

No caso de Gilcimar, que está preso na P2 de Mirandópolis, em 2014 ele foi condenado a 12 anos de detenção, pena mais tarde foi reduzida para 8 anos e 2 meses, para ser cumprida, inicialmente, em regime fechado. Ele também ficou por longo período foragido da Justiça, assim como André do Rap, que foi detido no final do ano passado, em uma mansão de luxo em Parati.

Sobre o pedido da defesa de Gilcimar, endereçada ao ministro Marco Aurélio, ele não tem prazo para ser apreciado pelo representante do STF.


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