Araçatuba
PENA QUASE CENTENÁRIA RÉU É CONDENADO A 82 ANOS POR ASSALTO À PROTEGE E MORTE DE POLICIAL

Em ação criminosa, André Ferro foi morto com tiro no peito quando atendia chamado dos pais

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A 1ª Vara Criminal de Araçatuba condenou a 82 anos e 10 meses de prisão o assaltante Roberto Bezerra dos Santos. Ele é um dos 18 criminosos denunciados pelo Ministério Público por participação na ação criminosa que resultou na explosão da empresa de transporte de valores Protege, no roubo de cerca de R$ 10 milhões e na morte do policial civil André Luís Ferro da Silva (na imagem ao lado).

Conforme sentença proferida na semana passada e divulgada nesta terça-feira (1º), o juiz Roberto Soares Leite, além de condenar Roberto, também julgou outros dois envolvidos no caso. Um deles teve pena de seis meses em regime semiaberto e outro acabou sendo absolvido por falta de provas.

A condenação de Roberto é a primeira grande condenação aplicada a um dos bandidos envolvidos no crime que é considerado um dos maiores já executados na cidade. Na ocasião, madrugada do dia 16 de outubro de 2017, uma segunda-feira, o grupo fortemente armado cercou o Batalhão da Polícia Militar na cidade, causou terro pelas e explodiu o prédio da empresa, localizada no bairro Santana.

De toda pena imposta ao réu, que está preso em uma penitenciária de segurança máxima, 30 anos correspondem ao assassinato do policial civil, que atuava no GEO (Grupo de Operações Especiais). Ele se deslocava para atender a um chamado dos pais, que moravam nas proximidades da Protege e estavam temerosos por conta dos barulhos de tiros e explosões na região. Na ação dos bandidos, ele acabou sendo morto com um tiro no peito e ainda teve a arma usada em serviço roubada.

Conforme a sentença proferida pela Justiça Criminal na semana passada, Roberto terá de cumprir pena pelos crimes de latrocínio consumado contra o policial; latrocínio tentado a uma mulher que estava no interior de uma caminhonete; latrocínio tentado contra 16 policiais que ficaram cercados e recebendo tiros no interior do CPI-10, que é o comando da Polícia Militar em Araçatuba; e por incêndio e explosão qualificados. Ele ainda deverá pagar à Justiça 92 dias/multa, que se trata de uma penalidade com valores baseados no salário-mínimo para cada dia de condenação.

Além de Roberto, a Justiça também chegou a condenar Luken César Burgui Augusto a uma pena de 6 meses de detenção, inicialmente em regime semiaberto, além do pagamento de 60 dias/multa pelo crime de favorecimento à ação do grupo criminoso que explodiu a empresa de transporte de valores. No entanto, devido ao tempo de prisão cautelar imposta ao réu no decorrer do processo, a pena privativa de liberdade foi declarada extinta. Outro acusado de atuação no mega-assalto, Rogério Bezerra dos Santos, foi absolvido por falta de provas.

Todo processo relacionado ao assalto à Protege tem mais de 11 mil páginas e foi dividido em quatro partes. O promotor responsável por conduzir o caso no Ministério Público, Sérgio Evangelista, ingressou com recurso pedindo o aumento da pena imposta a Roberto.

Faltam julgar outros 12 réus que já foram identificados e chegaram a ser detidos pela polícia, que ainda tenta localizar outros três bandidos que seguem foragidos desde a execução da explosão da empresa de transporte de valores, roubo milionário e a morte do policial civil.

Dos que já foram identificados, todos já foram ouvidos pela Justiça, assim como as respectivas testemunhas de acusação e defesa. A previsão é de que novas sentenças sejam proferidas nas próximas semanas.


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