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CRISE NA SAÚDE SANTA CASA DE BIRIGUI PARALISA SERVIÇOS POR FALTA DE GASES MEDICINAIS

Cirurgias por vídeo pararam hoje e internações serão interrompidas em 1º de julho

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A Santa Casa de Birigui anunciou nesta quarta-feira (22) a suspensão imediata de cirurgias realizadas por vídeolaparoscopia, pelo SUS (Sistema Único de Saúde), por falta de gases medicinais. Internações também serão comprometidas a partir de 1º de julho para pacientes de 10 municípios da microrregião que tem o hospital como referência em atendimento de média e baixa complexidade.

 

De acordo com o interventor do hospital, Alex Brasileiro, trabalhando com orçamento comprometido, a unidade não tem condições de manter compromisso de aquisição do insumo, indispensável para boa parte dos procedimentos.

 

“Nossa expectativa era que os projetos enviados para a Câmara em regime de urgência tivessem a aprovação para que o hospital pudesse receber recurso necessário para que não tivéssemos que chegar a esse ponto”, disse.

 

Os projetos aos quais o interventor da Santa Casa faz menção, ao serem aprovados, iriam garantir aos cofres do hospital um incremento de R$ 264 mil. No entanto, a votação só deverá ocorrer a partir da segunda quinzena de agosto, após a volta do recesso Legislativo.

 

O pedido de adiamento na votação partiu dos vereadores Paulinho do Posto (Avante) e Wagner Mastelaro (PT).

 

SERVIÇOS JÁ PRESTADOS

O recurso que era esperado pela Santa Casa de Birigui com a aprovação dos projetos pela Câmara é referente ao repasse de serviços já prestados pelo hospital durante a pandemia de covid-19.

 

“O montante faz parte de uma portaria do Ministério da Saúde, cuja prestação de serviço ocorreu em 2021 e início de 2022”, destacou Brasileiro. O interventor elenca que são R$ 147 mil para pagamento de oxigênio, R$ 16.297,68 de medicamentos, R$ 6.446 de serviços de fisioterapia e R$ 94.256,32 de plantões médicos na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Covid.

 

OXIGÊNIO

Conforme o interventor da Santa Casa de Birigui, o recurso era aguardado para sanar dívidas imediatas, para que o hospital pudesse prospectar poder de compra futura. “Existe uma dívida com o fornecedor de oxigênio e, eles já haviam nos avisado que, se não fosse feito o pagamento, iriam ser obrigados a cortar o fornecimento”, exemplificou brasileiro.

 

O recurso está tramitando para chegar aos cofres da Santa Casa de Birigui desde maio deste ano. Todas as burocracias exigidas estão sendo atendidas. A direção do hospital afirmou que foi feito todo o plano de trabalho e apresentados os demonstrativos dos gastos. O próximo passo seria a aprovação pela Câmara e na sequência a emissão das notas fiscais, para o fechamento de todo o processo.

 

INTERVENÇÃO

A Santa Casa de Birigui está sob intervenção da Prefeitura desde o final de fevereiro deste ano. A medida foi adotada com o objetivo de assegurar os atendimentos de pacientes do SUS da cidade e região e resgatar a imagem da unidade, desgastada pelos desmandos do grupo criminoso que usou a Irmandade em ações de desvio de dinheiro da saúde, apontadas pela operação Raio-X.


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