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DISSÍDIO Sapateiros de Birigui aprovam proposta com reajuste salarial de 5,56%

Categoria também garantiu aumento no piso salarial, reajuste da PLR e manutenção de benefícios previstos na convenção coletiva

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Os trabalhadores da indústria calçadista de Birigui aprovaram, em assembleia realizada com a participação de centenas de profissionais, essa semana, a contraproposta patronal para a Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2027. A proposta foi discutida e aprovada pela maioria dos presentes.

 

Entre os principais pontos aprovados estão o reajuste salarial de 5,56% sobre os salários vigentes em 30 de junho de 2026, índice acima da inflação acumulada no período, o novo piso salarial de R$ 1.900,00, superior ao piso estadual, e a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de R$ 900,00, com reajuste de 5,88%.

 

A convenção também manteve benefícios já existentes ampliando os direitos da categoria. Entre eles estão a continuidade da cesta básica, licença para acompanhar filhos em consultas médicas e internações sem desconto salarial, garantia de ausência para cuidar dos filhos em casos de fechamento de creches, falta abonada por falecimento de sogro ou sogra, além da obrigatoriedade de as empresas fornecerem climatizadores e cadeiras ergonômicas.

 

Também foi mantida multa de R$ 2.850,00 para empresas que mantiverem trabalhadores sem registro.

 

Segundo o sindicato da categoria, diversos fatores influenciaram a decisão dos trabalhadores. Entre eles estão a inflação oficial de 4,33% acumulada em 12 meses, a dificuldade de obter reajustes superiores à inflação em eventual dissídio coletivo, o fim da ultratividade das convenções coletivas após a reforma trabalhista de 2017, além do cenário econômico enfrentado pelo setor.

 

Também pesaram na decisão as demissões e o fechamento de empresas em Birigui, a retração nas vendas, a concorrência de calçados importados, especialmente da China, a disputa com plataformas de comércio eletrônico, a diferença de custos trabalhistas em outros estados e as dificuldades para exportação provocadas pela taxação de calçados brasileiros pelos Estados Unidos.

 

De acordo com o sindicato, a aprovação da proposta ocorreu diante de um cenário considerado desfavorável e não representa o encerramento das reivindicações da categoria. A entidade afirmou que os trabalhadores demonstraram insatisfação por considerarem que o reajuste poderia ser maior, mas avaliaram que a aceitação da contraproposta era a alternativa mais prudente para preservar os direitos conquistados e evitar perdas na negociação.

 

A mobilização da categoria deverá continuar nas próximas campanhas salariais.


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