Polícia
TRAGÉDIA NA ESTRADA SÓ EXAME DE DNA PODERÁ IDENTIFICAR 4 PESSOAS MORTAS EM GRAVE ACIDENTE

Vítimas eram de dois distritos de Alto Alegre e morreram após batida em estrada de Penápolis

O IML (Instituto Médico Legal) de Araçatuba vai ter que fazer exame de DNA nos cadáveres das quatro pessoas que morreram em um grave acidente na madrugada deste domingo (09), na rodovia Raul Forchero Casasco (SP-419), no quilômetro 30 da zona rural de Penápolis, para poder identificar as vítimas.

Apesar de familiares já terem informado à polícia de quem um dos corpos seria da jovem Anielle Casaroto Barreto Teruel, de 30 anos, que trafegava sozinha em um dos carros envolvidos na tragédia, peritos do IML afirmam que, pelas condições dos corpos, não é possível identificar quais das vítimas são homens ou mulheres, devido ao grau de deformação dos corpos.

Por conta da necessidade de realização de exames de DNA, a reportagem apurou que a identificação pode demorar até 15 dias para acontecer, uma vez que profissionais do Instituto de Criminalística da Polícia Civil de São Paulo terão de se deslocar até Araçatuba, onde os corpos estão, para fazer a coleta de material dos mortos assim como de pessoas que se identificarem como possíveis parentes das pessoas que estavam nos dois veículos.

Em pleno Dia das Mães, a tragédia abalou moradores dos distritos de Jatobá e São martilho d’Oeste, no município de Alto Alegre, que fica localizado a 23 km de Penápolis. Os veículos das vítimas bateram frontalmente e em seguida pegaram fogo.

Mesmo com a necessidade do exame de DNA, para que o IML possa entregar às famílias corretamente os corpos de seus parentes, para que possam providenciar velórios e sepultamento, a Polícia recebeu informações de familiares de que uma das vítimas seria Anielle Casaroto Barreto Teruel, de 30 anos, moradora em São Martinho, que dirigia sozinha um dos automóveis.

Familiares de outras duas pessoas também chegaram a informar que elas estavam no outro veículo envolvido. No entanto, isso não é o suficiente para que a Polícia Civil libere os corpos, uma vez que há necessidade de saber quem é, de fato, integrante de cada família.

RELATOS

Conforme o boletim de ocorrência registrado no Plantão Policial de Penápolis, de natureza de homicídio culposo na direção de veículo automotor, a tragédia ocorreu na madruga deste domingo. Uma equipe da Polícia Militar Rodoviária foi acionada por volta das 4h37 a comparecer no local dos fatos e, lá chegando, deparou-se com dois veículos, os quais não puderam ser identificados, mas aparentavam ser uma Corsa Hathc - em que havia três corpos - e um Fiat Palio - com um cadáver.

O relato é de que os automóveis teriam colidido frontalmente, dando início a um incêndio, cuja causa é desconhecida, levando a óbito as quatro pessoas. Naquele momento, os policiais não puderam identificar as vítimas, dado ao alto grau das queimaduras sofridas.

Ainda de acordo com o registro policial, ao chegarem no local, a equipe encontrou os dois veículos posicionados no mesmo sentido da via, não sendo possível determinar por qual lado trafegavam qual deles antes da colisão.

A Polícia Civil também compareceu ao local e constatou que não havia indícios da participação de terceiros no acidente. Equipe do IC (Instituto de Criminalística), que faz os laudos periciais, não identificou os veículos, uma vez que as placas, bem como as numerações de chassi e motor estavam danificadas.

Com informações de Gilson Ramos, do Jornal Interior de Penápolis.


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